terreiro de candomblé Abassá Oxum e Oxóssi, localizado no Cangaíba, zona leste de São Paulo, teve decisão judicial de reintegração de posse decretada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em 25 de novembro de 2025. Fundado em 1966, o terreiro é reconhecido pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico de São Paulo (Conpresp) e está em processo de tombamento, contando com proteção provisória desde 2024.
A disputa começou após a morte da fundadora Carlita Reis Gomes, conhecida como Mãe Caçulinha D’Oxum, em 2016. Sua neta e herdeira espiritual, Kátia Luciana Sampaio, assumiu a liderança, mas familiares entraram na Justiça em 2022 alegando inatividade do terreiro e cobrando aluguel ou desocupação. Apesar disso, as atividades religiosas nunca pararam definitivamente, exceto durante a pandemia.
O terreiro argumenta possuir imunidade tributária assegurada por emenda constitucional, aguardando ainda reconhecimento formal pela prefeitura. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) iniciou um processo de proteção que não avançou, enquanto a prefeitura conduz o processo municipal de tombamento e discussão sobre a reintegração de posse. A comunidade espera preservar e dar continuidade à tradição religiosa no local.

